segunda-feira, 7 de março de 2011

Uruçu Verdadeiro (scutellaris-POWER!!)

Tem que começar a postagem rindo do titulo né... AHEAUHeauheUIAHEIUHEIUAHEi

**scutellaris-POWER** POWER = PODER

Mas é uma brincadeira muito bem dita amigos, pois estamos falando ao meu ver da espécie de abelha se ferrão mais rústica, produtiva, aceitável e incrivelmente bela do Brasil!

Em resumo, conseguimos achar muitas boas informações sobre a M. scutellaris pela internet, e hoje em dia ela é uma espécie muito conhecida e muito criada pelos meliponicultores de todo o Brasil. Ai é um dos pontos fortes da scutellaris, ela se adaptou muito bem a todo o clima Brasileiro e consegue achar soluções muito admiráveis de sobrevivencia.

Seus enxames como todos sabem é muito populoso e com rápido crescimento quando á alimento em abundância, mas um problema que ao meu ver é muito serio na Uruçu verdadeiro é que ela tem uma certa dificuldade de achar néctar quando comparada com outras meliponas. Talvez isso seria em ambientes onde ela não é nativa, pois nos mesmo ambiente ela tem uma tremenda facilidade de achar pólen.

A quantidade de rainhas virgens em um enxame médio ou forte é admirável em relação a muitas outras espécies, e em um enxame novo a formação de uma nova rainha e o inicio da postura é muito rápido.

Bem, não é atoa que o nosso grande mestre Paulo Nogueira Neto acha está espécie a melhor espécie que ele já vio no Brasil! É isso mesmo amigos, esta pergunta foi feita por mim á ele pessoalmente e eu fiquei admirado em ver o tamanho elogio feito por ele em relação a scutellaris.

Sem falar que meus enxames fazem discos com diâmetro de 20 cm e aproximadamente utilizam 30 cm de altura só com postura, isso um enxame matriz com estrutura de mel e pólen ao extremo e caixa com madeira de espessura com mais de 4 cm. É muita cria, muito poder e muito trabalho de uma abelha que nem passa perto de ser nativa aqui onde eu moro, e outra, eu estou em ambiente urbano ainda por cima!
Só meus segredos aqui para isso ser possível! rsrsrsrs (mentira)
Amigos vou resumir tudo o que disse acima em fotos maravilhosamente lindas de enxames do meu meliponário e algumas outras imagens de amigos por ai! Só vendo para acreditar no tamanho do potencial desta magnifica espécie!


ENXAMES MATRIZES DO MELIPONÁRIO ABELHA DE OURO.

Enxame em caixa com madeira/isopor/madeira (aprox. 8 a 10 cm espessura);
Está postura está média devido a rainha velha ter sido removida para formação de nova rainha. (rainha com 1 mês)


Caixa térmica mostra resultados maravilhosos com a scutellaris.

Outro enxame matriz, com tanta postura que fica irregular.
Olhe que espetáculo de enxame, disco com diâmetro muito grande, potes lindos, e genética apurada!
Um enxame nestas condições chega a no mínimo 5 mil abelhas, e eu que o diga, pela manhã parece apis trabalhando e quando eu abro a colônia a foto deve ser rápida por que as abelhas ficam muito defensivas e agressivas!

Reparem a grande espessura da caixa.
Parece um caixão... rsrsrs Mas ajuda e muito! Pra quem não acredita é só analisar os resultados!
Outro enxame matriz, e agora em uma caixa com altura superior.
Este meu enxame faz o maior disco de cria que eu ja vi nas ASF na minha vida! Sem exageros, é lindo de mais!
Reparem na altura desta caixa, cerca de 50 cm de altura e a postura gruda na tampa! É inacreditável.

Outro enxame matriz... Com postura irregular devido a uma pancada que a colônia sofreu (olhem como gora ovos uma pancada).

Linda entrada de um enxame novo que eu fiz.
Outro enxame que eu tenho como matriz, olhe o disco tomando toda caixa (25x25 interno)
FOTOS DE ENXAMES DE OUTRAS PESSOAS.

Bela foto, pena que eu não me lembre de quem é!
Linda foto.
Enxame maravilhoso, e que deve estar muito forte!


=D

Que ótima genética nesta enxame.
Lindo, mel da natureza! Olhe a coloração verde, imagine o sabor!
Bela foto.


Olhem que beleza de abelha, uma corte perfeita, e melhor ainda está foto que nos mostra os detalhes das abelhas e sua rainha (está rainha é bem nova).

Lindo enxame com 2 baterias de postura.

Está foto é de um enxame com uma genética estupenda!

Nem precisa falar mais né amigos! Uruçu verdadeira POWER!

Ufa, é tantas fotos incríveis que quando acaba agente fala: Puxa vida vio! que pena que já acabou...

Mas é isso amigos eu queria passar e dizer a todos o quanto vale a pena dar carinho e dedicação a uma tarefa tão bela como a meliponicultura; Não é da noite para o dia que conseguimos formar um forte enxame de ASF, e só o amor do meliponicultor que pode fazer isso mais rapidamente.

MELIPONICULTURA = AMOR, CARINHO e DEDICAÇÃO!!!

Um forte abraço a todos e até a próxima.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mombucão (Cephalotrigona capitata)


Olá amigos, faz algum tempo que eu consegui 2 enxames da incrível abelha Mombucão (Cephalotrigona Capitata), e esperei ao máximo para expor meus pontos de vistas sobre está rara espécie e agora por meio de continuas experiências de manejo, posso falar para vocês sobre elas!

É uma espécie de asf bem difícil de ser encontrada na natureza, devido a sua entrada bem reduzida e camuflada, mesmo sendo de tamanho bem avantajado (quase o mesmo tamanho de uma Mandaçaia). Está espécie é muita dócil, tem o enxame de população muito grande ou mediana, faz potes de mel muito grandes, quase do tamanho de um ovo de galinha.

Os enxames que adquiri vieram judiados e mal instalados em caixas rústicas e de madeira ruim, mas logo eu pretendo fazer a transferencia para uma caixa modelo INPA de madeira com espessura de 5 cm para facilitar a divisão e controle térmico do enxame.
Um fato importante e um pedido a ser dito antes de começar a falar sobre elas é que: por favor amigos, quem sabe algum enxame em árvores não retire, nem arrisque por 2 motivos importantes:
  1. Está espécie é muito sucetivel a forideos!
  2. Por ela estar em extrema extinção, o risco de perder o enxame na retirada, e a falta de experiência de manejo pode levar a morte certo do enxame e prejudicar ainda mais a natureza da espécie! Portanto, se caso for para salvar o enxame que esta em local a ser desmatado ou em árvore condenada corte o tronco de preferência um tamanho de 1,5 m pra baixo e 1,5 m para cima da entrada da abelha como garantia, ou se der até mais vio, por que eu já tive o prazer de ouvir relatos de amigos que ja retiraram está abelha de árvore e o enxame era monstruosamente grande dentro da mesma, e por fim das contas todos estes amigos PERDERAM o enxame dentro de meses ou semanas.

Uma caracteristica muito importante da Mombucão é que elas necessitam muito de umidade interna na colônia, quanto mais umidade melhor para o enxame. Assim depois que eu começei a manter agua dentro da colônia e manter os enxames em local bem umido e sombriado os enxames aqui cresceram muito rapidamente, de forma espantosa, tudo isso devido a umidade constante. Talvez seja por isso que pessoas retiram esta espécie da árvore e somente as mantem em local quente, sem nada de cuidados e logo o enxame definha e morre.

DICA: uma boa dica que recebi para manter sempre umidade no enxame é enrolar as laterais da caixa por fora com plástico filme, os resultados são maravilhosos, no dia seguinte você ja percebe umidade entre o plástico e a madeira.

O enxame que eu tenho quando foi retirado ocupou ums 30 cm de altura de crias, com discos do tamanho de um prato, e foi retirado um baldo lotado de 10L de potes de pólen e um outro pela metade de mel, segundo relato da pessoa que retirou. Ai podemos imaginar o tanto de tempo que este enxame tinha na natureza e o tamanho de sua produção e trabalho, e olha que nesta espécie o movimento de abelhas não é tão grande quanto se deveria ser pela sua população! Isso é um fato curioso, pois indica que a abelha tem uma capacidade de carregar pólen e néctar muito grande comparado ao seu tamanho.

Nesta espécie pesquisas indicaram que as rainhas não nascem somente de células reais, pelo contrário, quase todas vem de células normais das crias, sendo até raro encontrar células reais! E pelo que eu vejo elas tem um grande numero de rainhas virgens no interior dó enxame constantemente.Elas são abelhas muito dóceis, não fazem nada para espantar o intruso que maneja seu enxame e fazem um mel e pólen de extremo sabor e numa quantidade admirável!

Bom chega de tantas informações e vamos ver imagens do enxame que eu tenho

Reparem na caixa rústica, mas olha a altura da caixa, uns 30 cm de ocupação com cria, + área de potes.


Ultimo e penultimo disco de cria, os debaixo destes costumam ser muito grandes, ocupando o diametro total da caixa (20x20).


Abelha maravilhosa, tão bela quanto inofensiva, ao meu ver a forma de espantar o seu inimigo é pelo cheiro meio estranho que exala do seu enxame, as abelhas ficam batendo as asas e subindo para cima do enxame quando ele é aberto ou exposto, assim o cheiro é mais exalado ainda!


Este enxame estava faltando alimento, tinha muito pólen mais faltava mel devido a época onde ele se encontrava.


Área dos potes, quando ele foi retirado da natureza os potes de alimento se encontravam totalmente umidos por fora, e ao meu ver muitos potes são usados para armazenar água.


Preciso tirar mais fotos recentes dos enxames, que agora se encontram muito mais fortes e bem alimentados.
Sobre a população da Mombucão, ao meu ver pelo tamanho dos discos e grande quantidade está espécie pode chegar a mais ou menos de 3.000 a 5.000 abelhas no enxame em condições favoráveis.
Amigos, espero que todos gostem desta postagem e em breve falarei mais sobre está espécie em grande risco de extinção e postarei mais algumas fotos.
Um forte abraço a todos!



PEDIDO DE DESCULPAS

Meus nobres amigos e leitores do meu blog...
Venho aqui pedir mil desculpas pela falta de atualização do blog e de informação, pois estou magoado de mais por não estar tendo tempo para fazer o que realmente amo fazer!

Por estes tempos arrumei um novo emprego (eu estava procurando um estágio e agora consegui =D), estou cursando o 4° ano de Engenharia de Produção, tenho muitos trabalhos e relatórios, aos fds eu faço curso sábado o dia todo praticamente, aos domigos pela manhã mexo nãs minhas amadas abelhas e tenho que dar uma atenção para a minha amada (namorada) ... Se não o bixo pega! HEUIHAEIUAHEIUhAUIHEUIA

Assim anda dificil de mais de fazer novas boas pastagens.

Mas se Deus quiser logo vou começar novamente a postar muitas coisas boas a vocês leitores! Pois estou com muitas e muitas novidades e experiências para mostrar a todos e raríssimas fotos para postar!

Espero que todos entendam, e obrigado pelas visitas!!!

Atenciosamente
Felipe T. Manara

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Diferenças entre Scaptotrigonas...

Olá a todos, um assunto muito polêmico e complicado é saber as diferenças das abelhas do gênero Scaptotrigona. Pois este generô é muito comum em todo o Brasil onde as espécies se caracterizam por terem um odor caracteristico, serem muito populosas e grandes produtoras de mel, pólen e própolis.

A maioria das pessoas que tem alguma espécie deste gênero não sabe ao certo qual é o nome cientifico e na grande maioria nem mesmo a espécie exata, pois muitas destas espécies são muito parecidas entre si, sendo que algumas só se diferenciam por pequenas listras, manchas, coloração de asas, tórax, abdómen ou pela entrada.

Tudo que vou mostrar aqui e todas as informações vem de muita pesquisa da minha parte, e com a ajuda do mestre João Pedro Cappas, que corrigio pequenas falhas e me ajudou a elaborar as descrições mais exatas.

Alem de que quase todas as Scaptotrigonas se hibridam entre si, assim dificultando ainda mais a identificação da espécie, pois com isso a espécie hibrida fica com a caracteristica das 2 espécies ou até mesmo formando uma 3 espécie, com entrada diferente, cor totalmente nova e etc, virando assim uma "NOVA" espécie!

Abaixo vou falar o nome popular mais famoso e o cientifico das espécies mais comuns e de difícil reconhecimento. Lembrando que estás espécies tem uma pequena variação dependendo do estado em que são encontradas.
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BENJOI (S. polysticta)

Nesta espécie as colônias não são muito agressivas como nas outras Scaptotrigonas. A abelha tem asas amaronzadas, abdómen opaco de cor meio prateado (podendo ser 4 listras prateadas, dando ao abdómen uma coloração homogênia). A entrada da espécie é quase sempre inclinada para baixo com circunferencia reduzida e o final da entrada onde as abelhas ficam de guarda é cheio de pequenos furos. Seu enxame é populoso e de fácil multiplicação.


ENTRADA:

A circunferencia da entrada é reduzida, e ficam poucas abelhas na sua extremidade.

Sempre fazem a entrada para baixo... Reparem nos furos no final da entrada.




TUBIBA (S. tubiba)



Uma abelha conhecida pela sua grande produção de mel e pelo sabor autentico (mel da Tubiba do amigo Wilson Gussoni ganhou o prêmio de melhor mel do Brasil de 2010). A abelha tem asas amaronzadas, o abdómen é opaco sem nada de listras e pontos, sua entrada caracteristica pode variar de apenas uma marcação de cera ao redor da entrada ou apenas um pequeno tubo de 1 a 3 cm (depende da região onde ela é nativa). Enxames muito populosos, com boa produção de mel (armazenam pouco pólen).

Distribuição geográfica: Bahia, Rui Grande do Sul, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo.


ENTRADA:

A tubiba não abre "abas" da entrada como a Mandaguari e a Tubuna.

Circunferencia reduzida, e não fica maior do que uns 3 cm.

Está entrada abaixo é apenas uma marcação com cera aonde as abelhas ficam de guarda.




MANDAGUARI

(S. postica)


Está é a Scaptotrigona mais conhecida popularmente, tem como as outras um forte odor de coco ou queijo gorgonzola (cada um acha uma coisa!). A abelha tem as asas fumadas, seu abdómen tem quase na maioria das vezes 2 listras amarelas ou douradas (podendo haver até 3 listras). A entrada desta espécie é muito diferenciada, sendo que basicamente ela faz um tubo com uma grande abertura no final na borda onde as abelhas ficam (depende da população do enxame o final da entrada é cada vez mais aberto). Está espécie é muito agressiva, se enrola nos pelos dos braços, pernas, axilas, cabelos, e etc. É uma grande produtora de mel e pólen, onde enxames bem fortes e antigos são caracterizados pelo grande acumulo de pólen. Ocupam grandes espaços, preenchendo caixas com medidas de até 30 larg. x 50 compr. x 30 alt.


Distribuição geográfica: Goiás, Rondônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo.

ENTRADAS:

O tamanho da entrada pode variar muito, podendo ser comprida até mesmo bem curta.

Em enxames muito populosos o numero de abelhas na entrada e sua borda é bem grande.







TUBUNA
(S. bipunctata)




Está espécie tem um odor um pouco diferente da Mandaguari e das outras, é mais forte, com um teor diferente. A abelha é bem negra e brilhante, com as asas bem negras ou fumadas, abdómen negro com 2 pontos pratas em seu final (pode variar de 1 listra prata). Sua entrada é como uma corneta, sempre muito aberta no final, e muitas vezes a entrada é inclinada para cima, tendo muitas abelhas em sua extensão. Boa produtora de mel e pólen.

Distribuição geográfica: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina.


ENTRADA:
Abelhas bem negras e reluzentes; muitas abelhas na entrada; e inclinação para cima...

A cor das asas da Tubuna pode variar para fumadas também (como na foto abaixo a esquerda).

Até mesmo os enxames novos ja começam a entrada mais alargada e de forma de trombeta.

Só observando as abelhas na entrada você já sabe que é Tubuna, pela coloração bem negra e reluzente das abelhas.


CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Abaixo eu fiz uma foto para ajudar na identificação das espécies, onde eu foquei as asas e o abdómen. Lembrando que muitas vezes devido a hibridação (a espécie tem o genes da outra, mesmo que seja de 2 ou 3 cruza) pode haver pequenas mudanças nestas caracteristicas.

Mas a espécie pura mesmo tem as caracteristicas iguais a estas abaixo.



Agora vem a questão do hibridismo entre as espécies, muitos devem estar se perguntando por que ter varias espécies diferentes de Scaptotrigonas se elas vão ficar híbridas entre si...

Mas na natureza elas são assim, eu já vi locais de mata onde encontrei enxames nativos de Mandaguari e Benjoi perto uns dos outros, e um amigo em MG disse que no sítio dele tem muitas Tubunas e Mandaguaris por perto uns dos outros, e eu recebi dele umas amostras das Tubunas e pude ver que algumas já eram híbridas com as Mandaguaris, tendo o abdómen com 2 listras prateadas, ao invés de 2 pontos.

Eu mesmo possuo aqui em meu meliponário Mandaguari, Tubuna, Tubiba e Mandaguari Amarela, e elas estão totalmente mantendo as caracteristicas originais das espécies, ou seja, basta você colocar os grupos de espécies diferentes um pouco distantes dos outros, cada grupo em um canto do meliponário. Não vai ser certeza de sucesso total mas vai ajudar no momento que a rainha virgem fazer o voo nupcial um macho da mesma espécie que vai estar ali ao lado vai fecundar a mesma.

Espero ter ajudado a todos que ainda tinham duvidas sobre a identificação destas espécies mais comuns, e volto a dizer que todas estas informações são 100% corretas, corrigidas por pesquisas cientificas e grandes mestres da meliponicultura.

Um forte abraço a todos e qualquer duvida é só perguntar!